Saiba os motivos da Demonstração de Resultados (DRE) ser vital para sua empresa

Não é novidade que o empreendedor necessita cada vez mais de ferramentas de controle para gerenciar a sua empresa. Uma das excelentes ferramentas é a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), onde podem ser aferidos receita, custo, despesa, lucro e prejuízo.

Em uma forma visual, o DRE é um compilado de linhas em uma tabela de Excel ou do seu software de gestão.

É como se fosse um balanço de uma empresa, servindo para fazer uma análise financeira da companhia como um todo.

Nessas várias linhas, os números vão contar a sua história, seja de como está ganhando ou de como está se gastando.

Ainda, vão dar dicas do que pode ser melhorado em termos de resultado, de quais custos ou despesas que podem ser reduzidas, informar dados que podem ser melhor explorados ou que necessitam ser melhor explicados.

Construir uma DRE é complicado? Nem tanto.

É necessário? Sim. E muito.

E como posso usar essa ferramenta para a minha empresa?

Bom, é isso que a finpass vai explicar de uma maneira bem simples neste post.

Para isso, pegue a sua HP-12C, coloque uma música calma e entenda que essa técnica, além de ser uma obrigação legal, é uma boa forma para botar as finanças da sua empresa em ordem.

O que é DRE?

De forma leiga, a Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) é uma síntese dos resultados operacionais e não operacionais de uma empresa.

O objetivo é fornecer informações básicas e essenciais do resultado do exercício da empresa, por algum período, seja ele um ano, ou semestre ou um mês.

É a principal maneira para saber se uma empresa está tendo lucro ou prejuízo.

Uma analogia interessante a se fazer é que a DRE é como o boletim de um aluno em uma escola. Se esse boletim estiver com muitas notas vermelhas, o aluno está com problemas. De maneira análoga, a sua companhia também.

Mesmo que tudo esteja bem com o “boletim”, sempre há pontos de melhorias. Pois, o objetivo de todo gestor é não ficar parado, pensando que já se chegou no resultado máximo.

Dessa forma, se o empreendedor não conhece nada de resultados financeiros, dificilmente vai conseguir alguma otimização importante para seu negócio.

Algo que é provável que seu concorrente direto já esteja fazendo.

Tenha em mente também que a visão de um gestor deve ser holística, ou seja, contemplar o todo. Não dá para melhorar de um lado e piorar de outro.

Trocar um fornecedor que cobra caro, mas que faz um bom serviço, por outro que é mais barato, mas não tem tanta qualidade. Bem como cortar o cafezinho do pessoal que anda sempre com a HP-12C, para depois descobrir em seguida que uma fatura não foi lançada no sistema por desatenção.

Ela é uma obrigação legal?

Sim.

A legislação que introduziu a DRE na vida dos departamentos financeiros de todas as empresas em 1976, com a lei 6.404: a Lei das Sociedades por Ações.

Essa legislação foi atualizada em 2007, sendo que a Demonstração precisa necessariamente ser assinada por um contador. A única tipificação de empresa que não precisa de apresentar um DRE ao final de um período é o MEI, o Microempreendedor Individual.

Ainda assim, ela é uma das melhores ferramentas de gestão financeira e um MEI vai se beneficiar das análises e do controle proporcionado pela DRE.

Qual a estrutura de uma DRE?

Dentro da legislação, também há a descrição de quais tópicos são cobertos pelo DRE e pela sua estrutura. Este demonstrativo deve contar com:

  • Receita Bruta de Vendas de Produtos e Serviços

É soma bruta das receitas de uma empresa.

  • Deduções da Receita Bruta

Dessa linha, são subtraídas as deduções das vendas, os abatimentos e impostos.

  • Receita Líquida de Vendas de Produtos e Serviços

É a diferença entre a receita bruta e as deduções de receita.

  • Custos dos Produtos Vendidos ou dos Serviços Prestados

É o custo dos produtos.

  • Resultado Bruto

É o lucro (ou prejuízo) bruto de uma empresa.

  • Despesas operacionais

São as despesas referentes a atividades da empresa. Não confundir com custos de produção.

  • Resultado Operacional

É o resultado bruto, menos as despesas operacionais.

  • Despesas ou receitas não operacionais

São despesas ou receitas que não decorrem do objetivo social da empresa.

  • Lucro ou prejuízo líquido antes dos Impostos

É também conhecida como EBTIDA, ou seja, o resultado antes do pagamento de impostos.

  • Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)

A provisão de quanto a empresa vai pagar de imposto de renda e de contribuição social.

  • Lucro ou Prejuízo líquido do exercício

Essa linha da tabela mostra o lucro ou prejuízo do mês, semestre ou ano.

  • Lucro ou Prejuízo por ação

A distribuição de resultados dividida pelo total de ações que uma empresa tem. Neste tópico, a empresa pode decidir investir o lucro para aumentar a receita ou lançar um novo produto, distribuir o lucro entre os acionistas ou necessitar de um aporte por conta de um prejuízo.

Para que serve a Demonstração de Resultados (DRE)?

Como se trata de uma obrigação legal, o governo vai usar a DRE para saber se a empresa calculou de maneira certa todos os impostos.

A declaração também pode ser de vital importância para uma empresa conseguir um empréstimo com um banco, pois é o instrumento ideal para analisar a saúde de uma empresa.

Pode parecer que não, mas há uma lógica em todo esse processo.

Como é o resumo de receitas e despesas em determinado período, a DRE é apresentada de forma dedutiva. Ou seja, das receitas subtraem-se as despesas e, em seguida, indica-se o resultado, que pode ser lucro ou prejuízo.

Ela também serve para comparar com os resultados anteriores, sendo um verdadeiro raio-X do seu negócio.

Com a informação correta, fica mais fácil para o gestor tomar algum tipo de decisão. Ele pode decidir por uma estratégia que leve a um aumento de receita, pensar em formas para reduzir custos ou despesas ou se vale a pena fazer um novo investimento.

Ou seja, além de ser útil para agentes externos como o governo e os bancos, é uma ferramenta importante para saber como está a administração da sua empresa.

As principais dificuldades para fazer construí-la?

Basicamente, a parte mais complexa é possuir em mãos o inventário de todos os débitos, créditos, impostos, receitas, ao longo de um período.

Nem sempre a empresa tem um controle de todas suas informações financeiras, o que definitivamente não é uma boa prática de gestão.

Confira mais dicas de gestõa aqui.

A melhor saída para resolver esse problema é fazer desse controle uma atividade semanal. Assim, quando a empresa for consolidar seu resultado ao fim do exercício, vai ter menos problemas, especialmente em relação ao fisco.

Outras coisas que devem ser feitas é ter sempre um profissional competente e de confiança, além de alinhar os conhecimentos e rotinas da equipe para que ela entenda que a DRE não é uma abstração.

Mais do que números, linhas de planilhas e muitas horas (com café) para entender a sua dinâmica, ela é um relatório gerencial vital para a sua empresa.

Ter ainda uma empresa de contabilidade parceira é sempre importante. É o contador que vai explicar mais detalhes, tirar dúvidas e orientar o seu pessoal para resolver problemas ou até mesmo apontar soluções.

Ficou interessado no artigo sobre DRE?

Veja mais posts sobre gestão no blog da finpass. E não esqueça de deixar o seu comentário neste artigo comentando sobre a sua experiência com a DRE.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *